segunda-feira, 13 de junho de 2016

Gema


 

 

Estava eu em casa um dia desses, bebendo meu chá de erva cidreira, tricotando um suéter pro neto da vizinha, quando tocaram minha campainha. Demorei algum tempo (uns dois minutos, acho eu) para me levantar e chegar até a porta. Ao abri-la, deparei-me com a Dona Sebastialgiza, uma das senhorinhas que passavam metade do dia alimentando os pombos e dando pitaco sobre a vida dos outros na praça da esquina.

— Dona Simone, – balbuciava ela com sua dentadura quase pulando para fora de sua boca – eu ouvi dizer que você fez 58 anos semana passada. Meus parabéns! – O tempo que ela levou para completar sua fala seria o tempo de eu fechar a porta de casa e me trancar no banheiro até que a Dona Inconveniência fosse embora, mas preferi dar uma chance à aspirante a túmulo só dessa vez.

— É, fiz. E daí? – Repliquei, simpática como sempre.

— Agora que você é uma de nós, já pode entrar para a GEMA! – Eu estava ficando impaciente. Não só impaciente, mas também incrédula com a cara de pau daquele sarcófago ambulante de vir até a minha residência e me chamar de velha. Simone. Velha. Absurdo…

— Aparece lá na minha casa, número 71, 9 da noite, e você vai ver. É uma maravilha!

— Vou sim, pode deixar – Disse, já fechando a porta na cara dela. Na verdade, eu não ia porra nenhuma. A bruxa do 71 estava me convidando para um evento que, pelo nome, parecia um encontro de cozinheiras jurássicas, e eu me recusava a fazer parte daquele circo.

Passadas algumas horas, no entanto, o convite da filha do faraó ressurgiu com força na minha mente. Eram quase 9, e eu não tinha muito o que fazer a não ser ler o meu livro de receitas. À medida que minha curiosidade aumentava, eu me sentia mais e mais tentada a sair e, por coincidência, passar bem em frente à casa da Seba… Seba… que seja. E foi num impulso que eu me levantei do sofá e saí de casa rumo ao GEMA, tomando cuidado para não ser vista e ter minha reputação arruinada. 

Alguns minutos depois, lá estava Simone, escondida nos arbustos, trajando uma camisola patética, praticando a arte da furtividade enquanto tentava ouvir o que vinha de dentro da casa, mas nada abatia o silêncio mortal que reinava naquele lugar. Já eram 21:16, e as luzes da sala estavam acesas. Não restavam dúvidas: o GEMA estava acontecendo.

Não demorou muito, porém, para que eu ouvisse algo. Não um cochichar, uma tosse, ou um pedido de socorro devido a um ataque cardíaco, mas sim um grito. 

— GEMA! – Vociferou uma delas, seguida por um coro de gemidos tenebrosos das outras senhorinhas. Estava começando a pensar que a hipótese do encontro de cozinheiras era balela.

Alguns segundos depois, ouviu-se de novo – GEMA! – E os mesmos gemidos subsequentes. Foi então que eu decidi que estava na hora de eu entrar em ação. Desengrenhei-me dos arbustos e, cautelosamente, caminhei até a porta. Três batidas, três segundos e cinco senhoras depois, eu estava do lado de dentro. Tudo estava em ordem, a mobília antiquada estava toda lá, mas o que destoava na cena era um gravador que se encontrava em cima da mesa de centro. Intrigada, questionei.

— Então esse é o GEMA?

— É.  Respondeu uma das senhoras, com um sorriso largo no rosto.

— E o que vocês fazem aqui? – Interpelei.

— Ué, o nome já diz tudo: Gema. A gente grava nossos gemidos com esse aparelhinho e vende para uma banca aqui perto. A gente fatura uma bufunfa fazendo a alegria dos garotos! As fitas acabam rapidinho!

Um misto de aversão e ódio tomou conta de mim. Não podia acreditar que havia sido feita de idiota por um bando de velhas que se achavam atrizes pornô e que, sabe-se lá como, ganhavam dinheiro gravando fitas de áudio com seus gemidos horripilantes.

No mesmo instante, fui embora e voltei para casa, na tentativa de apagar aquele dia da minha memória o quanto antes. Na manhã seguinte, fiz um bolo de fubá para dividir com meus 14 gatos, todos com prefixo “Senhor” antes de seus nomes. Nunca fiquei tão feliz em ser velha.

 

 

Por Simone do Saxofone

 

 

Me chama de lagartixa


"Tudo estava normal naquela tarde de quinta feita no consultório de Felipe lo, o psicólogo. Depois de ter estudado 5 anos e  ter completado com louvor o seu pós doutorado, Felipe, trabalhava com  viciados. Ele ajuda dependentes em drogas? Bebidas? Jogos? Talvez agora você esteja se perguntando.Não meu caro leitor, ele ajudava casais viciados em sexo. 

Doutor, os pacientes das três chagaram, estou mandando entrar, disse a secretaria.Eles se sentaram e aparentemente tudo parecia normal ate que o psicólogo fez a seguinte pergunta: 

-Então, o que posso ajudar? 

Ainda um pouco tímido, Rodrildo Lindoso , o marido, responde: 

-Doutor, estamos com sérios problemas! Estamos viciados em sexo, mas não um sexo comum, gostamos de fazer sexo em lugares estranhos e em situações estanhas. 

Conte- me mais, disse o doutor curioso. 

-Olha, uma vez fizemos sexo enquanto nevava na nossa viagem no Alasca. Sei que isso parece meio louco, mas uma vez me falavam que a única forma de fazer calor era assim.Sendo bem real, me senti um verdadeiro homem das neves entrando na caverna encantada. 

Nesse momento, a esposa, Silvyana Mortsohnn , se pronuncia  

-Eu nem achei tão interessante esse dia amor. O bom mesmo foi quando fizemos amor naquele quarto de hotel assombrado.Nunca vou me esquecer daquele boneco de 2 metros do Chucky nos olhando.Que penetração! 

Meio assustado, o doutor tenta entender o começo desse louco vicio.Ele começa a buscar informações sobre o passado do casal, pedindo, então, para contar sobre as primeiras noites de amor  estranho. Lindoso começa a se pronunciar com um ar de alegria e emoção. 

-Me lembro como se fosse ontem, estávamos na casa da minha avó. Naquela época ela tinha problemas de visão, quase uns 20 graus de miopia, coisa braba mesmo.Por um instante, ela perdeu os oculos.Tinha consciência  que ela ia ficar no mínimo uns 30 minutos para achar os óculos no banheiro.Nessa hora me veio uma vontade louca de usar daquela cadeira de balanço, se é que me entende... 

Nesse instante, Silvyana interrompe 

-Esse dia foi ótimo, fico rindo ate hoje o fato dela ficar perguntando o que estávamos metendo. 

-Seus gemidos e gritinhos falando "METE METE METE" pareciam poesia para mim, ou melhor musica do Pablo, como amo. 

Disse Rodrildo. 

Meio sem saber o que falar, o doutor resolve ir ao banheiro para limpar seu suor.Quando estava banhando o seu rosto, ele ouve um barulho característico de moveis sendo arrastados.Entranhando tal movimentação, resolve abrir a porta.Isso mesmo leitor, ele não conseguiu abrir.Os únicos sons que ele conseguiu ouvir foi "mais fundo, mais fundo, goza tudo e me chama de lagartixa." 

Depois de alguns minutos, o silencio reinou. Felipe, por sua vez, bateu na porta com raiva.A secretária ouvindo aquilo, arrastou cômoda com ajuda e libertou o doutor. 

Perante a mesa,um bilhete: 

Caro Felipe Pêlo, gostaria de te informar que ..... 

PEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEN 

despertador toca em uma segunda de manha.Rodrildo, ao seu lado, babando e rocando como sempre.Vestida com aquela mesma roupa de dormir, Sylviana levanta para mais um dia de trabalho.Tudo não se passou de um sonho.Sylviana vivia em uma rotina monótona e sem graça com o seu marido Rodrildo."


Helena Machado 


Ego


Era uma tarde ensolarada no Rio de Janeiro e os amigos se juntaram para um churrasco. Em meio a bebidas e risadas, o casal trocava beijos e carícias. Ao final da reunião, ele e ela ficaram sozinhos. Sozinhos e animados. Animados e calorosos. Calorosos e apaixonados. Apaixonados e sozinhos. Entre beijos quentes e euforia, ela disse não. Ele insistiu. Ela disse não. Ele parou.

Era uma noite calma e o casal estava deitado no sofá da sala vendo algum filme de comédia que passava na televisão. A sós, eles começaram a trocar calorosos beijos e o caminho para o quarto nunca parecera tão longo para ele e tão curto para ela. Não, ela não queria sair da sala. Não entendia porque sempre havia a necessidade de terminar no quarto, ambos seminus. Ela disse não. Ele insistiu. Ela disse não. Ele se irritou. Ela se sentiu mal. Eles brigaram.

Era uma tarde fria no Rio de Janeiro e o casal se reencontrara após a última briga. Todas eram quase sempre pelo mesmo motivo: ele queria, ela não. Mas o assunto não morria com as discussões, ele se fazia presente em quase todas as conversas sempre a deixando desconfortável. Por que não podiam fazer? Por que ela não podia ter vontade de fazer? Por que ela estava enrolando tanto? Por que ela não podia ver o lado desesperado de um adolescente de 16 anos querendo ter sua primeira transa para se vangloriar para os amigos? Por que elaera assim?

Era uma tarde de carnaval e todos os amigos combinaram de ir a um bloco de rua. Mas o casal nunca foi muito de calor, suor, samba. Quer dizer, ele não gostava dessas coisas e ela o acompanhou em casa. Afinal, para que sair do quarto se há Netflix no computador e ar condicionado na parede? Mas a intenção não era ficar vendo aquela série atrasada. Óbvio que não. Casal, carnaval, a sós, no quarto, preservativos na gaveta... Ela disse não. Ele insistiu. Ela disse não. Ele insistiu. Ela disse não. Ele reclamou, brigou, irritou-se, insistiu. É carnaval, todos os casais fazem isso. Por que ela não podia cooperar? Por que ela queria continuar virgem? Por que ela estava agindo como uma criança? Ela desistiu. Ele entendeu como um sim. 

Era uma tarde chuvosa de fevereiro e ela não queria sair de casa. Inventou alguma doença para que ninguém a convencesse de sair nem tentassem ir atrás dela. Seu útero doía, seu coração doía. Mas ela tinha que fazer isso, não é? Quer dizer, ela sempre enrolava enquanto todos na idade dela já estavam transando. Ele não aguentaria por muito mais tempo sem perder a virgindade. Ela tinha que ter o desejo. Ela tinha que satisfazê-lo ou o perderia.

Era uma noite fria e ela se agarrava ao seu cobertor como se ele fosse o que a impedia de cair naquele precipício. Dor. Doía. Dor. Doída dor. Era só isso que sentia. E, sempre que tentava gritar, sua voz se perdia pelo vácuo. Como ela não sentia prazer? Ele não entendia. Estava preocupado demais tentando ter seu próprio orgasmo para perceber que havia algo de errado. Seu ego o deixava olhá-la, mas não o permitia vê-la.

Era uma tarde ensolarada, mas ela só via nuvens negras pela janela. Não queria sair de casa, não queria ninguém em sua casa. Queria ficar sozinha, longe do mundo real, longe de imposições, longe dele. Só queria deitar, dormir, fechar os olhos, comer... Só queria viver sem dor no útero, nas pernas, na cabeça, no coração, na alma. Só queria viver longe do ego dele. Só queria viver.

Amelie Poulain



A minha primeira vez


Eram quatorze horas de um sábado ensolarado... O céu estava azul e quase não se viam nuvens no céu, os meninos corriam pelas ruas empinando suas pipas com sorrisos de contagiar e as meninas cantavam suas cantigas enquanto arrumavam suas bonecas. Meus pais haviam viajado e eu estava sozinha em casa, pra variar. Havia escolhido aquele dia para deixar de lado o meu medo e fazer algo pela primeira vez.
Heitor e eu namoravamos a uns dois anos, e ele insistia sempre que eu deixasse esse meu medo de lado. Obviamente ele tinha segundas intenções sobre o assunto. Decidi que de fato precisava fazer isso, eu já tinha meus quinze anos e já estava mais do que na hora. Marquei com ele para que viesse até a minha casa no sábado e ás duas e meia da tarde ele apareceu.
O clima estava aumentando, cada segundo que se passava ia ficando mais quente e eu ia ficando cada vez mais nervosa. Admito que no começo doeu muito, pensei até em desistir. Mas mantive a coragem e falei para Heitor que podia continuar. Não ia parar no meio do caminho até porque eu sabia que se eu parasse depois iria doer muito mais. Foi nesse momento que percebi que sangrava, fiquei desesperada. Mas Heitor me tranquilizou "É assim mesmo amor, relaxa, vai dar tudo certo.". De certa forma fiquei tranquila, afinal confiava nele o suficiente para saber que no final realmente daria tudo certo. 
Até que em determinado momento percebi que não sentia mais dor. Me sentia livre, sentia que a partir daquele momento eu poderia ser dona de mim, poderia ter o que quisesse na hora que quisesse. Quis agradecer a Heitor de todas as formas por ter me ajudado a superar esse medo. Foi o momento mais prazeroso da minha vida, senti vontade de gritar e falar para todos o que havia acontecido comigo. Tive orgasmos de tanta felicidade. A sensação de sentir os cabelos ao vento era totalmente mágica.
Foi assim que aprendi a andar de bicicleta, e é obvio que se não fosse por Heitor eu jamais teria perdido o medo. Tal medo que sempre aparecia quando via alguém caindo ao tentar aprender a andar. Hoje já se passaram uns três anos que tive minha primeira vez com a bicicleta e sei que aquela frase que ouvimos sempre de nossas mães: "andar de bicicleta a gente nunca esquece" é realmente verdade. Ah e se permitem dar um conselho a vocês... Andem de bicicleta, faz bem pra saúde e é MUITO prazeroso.
Maria Antonieta  

Ar de amor

Juntos, somos universo.

Quando minha boca toca a sua, é como a gravidade que movimenta os  planetas simplesmente deixasse de existir.  Quando meu corpo toca o seu, é como se fossemos dois Sóis ardessem juntos.  Como a Lua se movimenta ao redor da terra, giramos ao redor um do outro envoltos em lençóis e travesseiros. Os beijos causam arrepios que passam pelo corpo como ondas de choque.
Somos astros no nosso universo particular.

Prazer que arde, prazer que leva as nuvens, prazer que leva as estrelas. Perdido em tuas curvas, me encontro em teus arranhões e puxões de cabelo.
Como um buraco negro, sua gravidade me puxa para dentro de ti. Nem um pedaço de mim consegue escapar de seu abraço de amor. Não quero que um pedaço de mim fique fora de ti. Leva-me a essa imensidão que é estar contigo. 

Entorpecidos pelo cosmo a qual agora pertencemos, irrompemos em explosões de nós mesmos. Gemidos, urros e respiração ofegante são como sinais de uma explosão maior de nós mesmos. Movimentos sincronizados e perfeitos, no ritmo do amor, como se a natureza agisse sobre nós ali, nos guiando. Feitos pra estar juntos.

Nossos corpos suados e ofegantes esquentam a atmosfera ao nosso redor. Olhos fechados. A explosão.  O nosso gozo é um Big bang. O coração bate forte, da pra sentir. O sangue ferve e corre. Agora deitados um sobre o outro, nosso universo em expansão. Agora, meu amor, você deitada em meu peito pode sentir os efeitos de tua explosão no meu corpo.
Do big bang de George Gamow, deu-se o início do universo e tudo que nele existe, mas muito antes do nosso big bang já existia meu o amor.

Amor é o ar que eu respiro. O ar respirável precisa de uma molécula de hidrogênio e duas de oxigênio para existir. O meu amor só precisa de você pra existir.

Leo Valdez

Preto e Branco

Preto e Branco. 


Vitória e Derrota


O mundo é um lugar que fica cheio de contrastes. Ninguém sabe mudar o princípio. 


Sorriso e Lágrima. 


Vida e Morte. 


Olha, a gente tá sempre com contrastes. Tal quais tintas misturadas na paleta, como assim se gestam coisas novas. 

Sexo é uma pintura finalizada com as duas tintas que amam umas às outras. A toda figura da pintura nunca vai ser revelada até o fim. Ela varia bastante dependente qual cores os dois têm. Pode ser vermelho de amor, azul de triste, ou verde de paz. 


Preto e Branco. 


Vitória e Derrota. 


O mundo é cheio de contrastes. Quando os contrastes se juntarem perfeitamente, a gente puderá ver uma pinta maravilhosa. 


Cachorro Quente

Sonhei

"Assistia a qualquer canal de televisão quando lembrei que devia ter te mandado uma mensagem, no entanto, quando olhei no relógio vi que no fuso horário em que você estava já se passava das 2 da manhã, então deixei pra lá. Guardei as saudades que sinto e continuei a ver tv, mas o que era mesmo? Já nem me lembro mais. 
Acabei pegando no sono no sofá e fui acordada com o barulho da campainha que aos berros me serviu como despertador, me olhei no espelho e minha situação estava engraçada de se ver, descabelada, toda suada e feliz. Repassei a noite em pensamento e não consegui entender meu estado. A campainha berrou novamente, fui me dirigindo até a porta e flashes do meu sonho foram voltando, clareando. Você estava comigo, seu perfume era intenso, seu toque, nossos beijos. AI MEU DEUS, EU TINHA TIDO UM SONHO DAQUELES COM VOCÊ! Quando abri a porta, era Sabrina, que quando me viu caiu na gargalhada, não pude evitar e minhas bochechas ficaram vermelhas a ponto de eu sentir a quentura, mas eu ri também. Ela havia trazido para mim um café da manhã já que sabia que você não se encontrava e veio me fazer companhia. Porém, não pode demorar muito já que trabalhava hoje. Então fiquei na sala, largada com meus pensamentos e com as lembranças de uma noite que foi mais agitada do que deveria ter sido. Impressionante como até com a distancia estamos sempre juntos, como mesmo um oceano não faz diferença. Agora que eu lembrava com perfeição tudo que ocorreu no sonho não me parecia mais que não fora real, seu toque era real, seu cheiro, inesquecível. Achei que podia ter sido uma lembrança de uma noite passada que tivemos e fiquei um bom tempo relembrando nossos momentos, nenhum tinha sido igual aquele. Nossa conexão parecia mais forte, mais viva, uma experiência que não tinha acontecido antes, não daquele jeito pelo menos. Desisti de tanto pensar e resolvi te mandar uma mensagem contando o que tinha acontecido e você me surpreendeu com sua resposta, ao dizer que também sonhara comigo. Comecei a te contar tudo o que tinha rolado e você me complementava falando o que aconteceu em seguida. Inacreditavelmente, acho que podemos dizer que tivemos o mesmo sonho, ou melhor aquilo de sonho não tinha tido nada, estava mais para um encontro durante nossas horas de sono. Caramba, tinha mesmo sido real! Não sei explicar e nem dizer como que funcionou, só sei que agora tenho certeza que não importa onde estejamos estaremos sempre juntos, e que isso não se trata apenas de uma expressão ou frase bonitinha de casal, quando digo isso quero dizer que podemos ter um ao outro para sempre." Resolvi colocar em palavras e te mandar por email para podermos manter vivo em nós a prova de nossa ligação. Com carinho,

Melissa C.