sexta-feira, 20 de maio de 2022

 O OUTRO

Eu tenho uma teoria em que acredito fielmente. Acho, ou melhor, tenho certeza de que nunca vamos conhecer plenamente o outro. Aliás, quem é o outro? Quem é aquela pessoa que convive comigo durante a semana toda, que assiste as mesmas aulas que eu e que também criou um pseudônimo? Quem é ele? Ou quem é ela? Quem é a Dandara dos Palmares?

Será que ela é uma pessoa que se fecha e tenta esconder seus traumas? Que passou por uma situação bem complicada e mesmo assim teve que prosseguir? Que se auto sabota por não acreditar em si mesma? Que tem medo de começar algo pois pode dar errado? Que se interessa por um texto extremamente irônico e de completa importância de Machado de Assis? Que não se sente à vontade para expor, nas redes sociais, quem realmente é? E que tem dois extremos?

Será que é alguém que se parece comigo? Que também foi quebrada e se tornou um lindo Mosaico? Aliás, no último texto, abordamos o mesmo tema. Será que foi coincidência ou obra do destino?

E se a resposta para cada uma dessas perguntas fosse sim? Me aliviaria saber que somos tão parecidas? Não, na verdade, me preocuparia. Sou ansiosa, tenho medo de tentar algo novo, me escondo atrás de uma máscara, criei um personagem e fiz com que todos a minha volta acreditassem nele...

Será que a Dandara também é assim? Na minha concepção, ela é uma menina muito forte, que teve que superar seus traumas e prosseguir. E, o resultado desta ilustre obra, foi uma linda obra de arte.

Não é fácil lermos a nós mesmos, quanto mais ler o outro. Como vou decifrar uma camada inerte de um planeta desconhecido? Ainda não sei. E se “Dandara” for só um personagem? E se a proprietária deste pseudônimo estiver brincando com todos nós? E se ela, na verdade, criou a Dandara como uma válvula de escape da sua pior versão? E se na verdade, essa pessoa já evoluiu ao ponto de não se ver mais na Dandara?

Aqui nós trabalhamos com fatos, e não com suposições. Querida Dandara, tomando Glória Maria como espelho, digo com plena paz, você é uma menina muito forte, não se acanhe, o mundo precisa ver você brilhar!

 Dentre todos os pseudônimos, para Akil Ubirajara 


Para todos aqueles que não são os donos dessa persona, convido-lhes para uma jornada. Vocês podem se surpreender ao verem no Akil, o seu próprio reflexo em um espelho. 


“Querido Akil Ubirajara,


Esse texto é mais do que sobre a sua persona, é para a sua persona. Espero que aprecie essa obra, que ela te confronte e te instigue assim como o Shaolin propõe para si mesmo todos os dias.


Akil fala sobre sabedoria e inteligência. Conta sobre alguém que usa a razão, e apesar disso, tudo que avistei foram relatos de alguém submerso em suas emoções. 


Seu nome sugere a ideia de um herói indígena, Ubirajara. O homem da lança, mas tudo o que você fez durante todo esse tempo foi apontar para si mesmo. O paradoxo desse pseudônimo foi complexo demais para que eu pudesse compreendê-lo, mas essa é a graça dos nossos encontros. Vivemos na tentativa de desvendar mais sobre aquele que nos escreve, quando não somos capazes de compreendermos sequer a nós mesmos.


Ubirajara, gosto da vulnerabilidade em seus textos. Vejo como encontrou nesse local um ponto de conforto, e agradeço pela oportunidade de fazer parte desses momentos. Em suas palavras existem uma constante evolução, como alguém que se sente cada vez mais confortável. Talvez aqui seja o seu lar, ou talvez seja o seu inferno. Porém como você mesmo disse, às vezes tendemos a gostar mais do inferno que do paraíso.


Seu coração é honesto o suficiente para admitir pecados e sonhos esquecidos, e isso admiro com veemência. Sempre fui de me esconder por detrás de máscaras, sou um alterego podre demais para aquilo que a sociedade espera. A mentira é minha maior companheira nesse oceano de incertezas que é a vida, ela nunca me julgou e sequer irá. Nossa relação de co-dependência é instigante.


A sua verdade brilhou em meus olhos, quando avistei a imagem de alguém quebrado. Tão quebrado como eu, como poderia ser? 


Os trechos que retratam sua imperfeição foram os responsáveis por mais me cativar, Akil. Não tenha medo de ser fraco, as narrativas covardes são as favoritas. 


O maior plot-twist de todas as histórias é: nós devemos nossas maiores gratificações para aqueles que nos quebraram. Esses são os verdadeiros responsáveis por quem somos, por todas as mudanças que fomos obrigados a fazer e todas as versões que deixamos de ser. Portanto, agradeço à Lorena, aos seus pais que não ficaram, ao seu sonho colocado na gaveta, entre tantos outros traumas compartilhados conosco. Afinal de contas, essa versão do Akil Ubirajara é a melhor até aqui.


Transcendi, quando minha terapeuta disse que todas as versões de mim são quem eu sou. Até as que eu mais abomino e gosto de repelir, até o meu personagem favorito e mais sombrio: o Shaolin. Faço essa metáfora para que compreenda que como parte de você, o Akil merece todas as suas facetas. Seja o poeta que você mais gosta de ler, meu caro! 


Por fim, agradeço pela oportunidade! Desvendá-lo foi cordialmente único, e espero poder fazê-lo mais vezes ao decorrer do nosso breve infinito prestes a terminar. 


Com carinho, 

Shaolin, o matador de porco”

O nome é de assassino de suínos, mas as palavras são de um coração remendado

Shaolin, o matador de porco. Se estivéssemos num mundo paralelo onde os porcos tivessem evoluído maleficamente a ponto de se tornarem ameaças à vida terrestre, esse seria o nome de um grande herói. No entanto, nesse nosso lúdico mundo digital, é um nome (diga-se de passagem) muito inusitado que me fez rir a primeira vez que li um texto dele. Não ri pelo nome ser engraçado, no entanto, mas pelo fato de uma pessoa com tanto senso de humor ser capaz de escrever coisas tão tristes.

Em seu primeiro texto, você fala de suas máscaras, e de como usá-las por tanto tempo te fez ser incapaz de reconhecer a si mesmo. Já em “Por que eu amo o que não sou?”, fui atingido por um dos trechos que mais gostei de todos os textos que li. ”O sorriso perfeito, as notas exatas e as felicitações irreais. Eu amo o que eu sou, mas eu não sou o que eu acho que sou.” Essa frase foi capaz de transcrever claramente o sentimento do autor, e além disso foi o suficiente pra espelhar esse sentimento em mim. Em “O que a gente poderia ter sido”, você trata de uma sensação provocada pela autossabotagem, que dialoga completamente com o que você trabalhou em “A máscara”. Justamente sua incapacidade de se reconhecer e ser sincero consigo mesmo, rompendo as aparências, é o que gera sua insegurança na hora de se sentir digno ou pronto para receber e retribuir um amor do qual você fugiu, por medo. E, por último, em “Os fragmentos de quem eu sou jamais serão contados por mim”, você coroa a melancolia dos textos anteriores com a triste reflexão de que a sensação de que podemos quebrar novamente é pesada demais para quem já esteve na beira do abismo.

Caro Shaolin, minha função nesse texto não é falar do seu caráter, porque não o conheço.

Não é falar da sua estrutura textual, porque faço questão de tecer elogios nos comentários de suas publicações.

E também não é supor qualquer coisa a respeito de quem você seja, ou denunciar sua identidade. 

Estou aqui pura e simplesmente para falar, que, lendo seus textos, eu percebo uma pessoa que por mais que tente disfarçar o que sente através das máscaras, – elemento sempre presente nas suas narrativas – carrega dentro de si um enorme cansaço. Como disse em meu último texto, nunca tive muitos amigos, então as palavras escritas muitas vezes me fizeram companhia. Por isso, aprendi inconscientemente a detectar o que as palavras querem dizer e o sentimento que elas carregam, mesmo que sem total exatidão. Lendo seus textos, meu coração dói muito. Enquanto digito essas mesmas palavras que você lê no momento, sinto vontade de chorar. Você não diz, mas nos faz sentir o peso dos seus fardos, e por Deus! Como eles são pesados! Só de pensar no quanto você teve que suportar, em todos os sentimentos que você precisou reprimir... Não posso imaginar o quão difícil deve ter sido chegar até aqui. Minha essência empata quase pode me fazer ouvir os seus soluços, e isso me faz querer ser capaz de tirar essas cargas de cima de seus ombros e colocá-las sobre os meus. Você passou por tanta coisa, sozinho, e hoje é alguém calejado, com um coração feito de remendos da experiência.

Por mais que você faça trocadilhos com suas palavras, seja receptivo ao nos chamar calorosamente de companheiros e tenha um carinho enorme ao comentar os textos, isso tudo não me deixa parar de pensar no quanto isso apenas esconde seus pesos. E isso machuca em mim.

Por isso, queridos colegas escritores, posso dizer com clareza que Shaolin, o matador de porco, pode não ter nome de herói, mas com certeza cativou meu coração. Ele faz questão de dar a todos um afeto e atenção preciosos, sendo sempre cuidadoso e profundo em seus comentários, consolidando a si mesmo um exímio contador de histórias. Seus textos são do calibre de um homem que fez da solidão e da aceitação da dor as suas parceiras, e que nos faz sentir suas vivências enquanto constrói um ambiente que seja confortável para quem lê. Nos sentimos íntimos, mas impotentes ao saber que tanta coisa te tenha sucedido e talvez nunca deixemos de ser apenas isso: espectadores. É um sentimento agridoce, ler um texto que me faz sentir tão bem quisto, mas que fale de coisas tão melancólicas. É como comer dar a última garfada no nosso prato favorito.

Shaolin, eu peço a você com toda a minha alma: não deixe esse peso ser a âncora que vai te levar pro fundo de um mar de sofrimento. As coisas não precisam ser assim. Quem te fala agora não é mais Argus Stoneheart, o autor, mas Argus Stoneheart, que tentou dar um fim a si mesmo 2 vezes justamente por negligenciar a si mesmo e disfarçar o que sentia. Seus textos me lembraram da época da minha depressão, e eu me vi nas suas palavras. Por isso, eu peço que você procure ajuda quando for difícil demais, e que cuide de si mesmo. Quando eu percebi que minha situação estava caminhando para um beco sem saída, eu resolvi aceitar ajuda e mudei de direção, e hoje afirmo que estou no caminho da construção da alegria. Muitas vezes eu passo por situações difíceis, me canso, fico triste e choro inconsolavelmente, mas no fundo, eu continuo sendo uma pessoa feliz. Isso que é a plenitude da vida, saber que a alegria não é como o oxigênio, sempre presente. Ela mais se assemelha ao Sol. Às vezes tímido, às vezes some, mas não importa o quão escura sejam as nuvens, sempre vai haver um Sol brilhando acima delas.. Você vai precisar quebrar o seu orgulho, e fazer coisas que pensou que nunca faria, mas quando você finalmente sai dessa fase, você vê que valeu a pena. 

Eu não posso te tocar, não posso te abraçar, não posso pegar seu rosto em minhas mãos e enxugar suas lágrimas, e talvez fora desse blog nem nos tornemos amigos, mas eu quero dizer uma coisa a você: eu sinto suas palavras, eu vejo sua carga, eu compreendo sua trajetória, e eu admiro sua capacidade. Espero que em breve, pelo menos uma vez você seja capaz de escrever um texto que não me faça sentir mais a sua dor, mas a sua superação.

Você sobreviveu a um total de 100% de todos os seus dias ruins até agora. Você é Shaolin, o matador de porco, e saiba que Argus Stoneheart para sempre vai estar marcado por ti.

 QUEM É DANDARA DOS PALMARES?

  Pelo jeito que ela escreve, acredito que Dandara seja uma mulher que ainda esteja construindo sua autoconfiança, porém esse processo não apaga sua principal característica: uma força maior do que ela possa imaginar que tem. Pude enxergar um lado difícil de sua vida no texto, cheia de rupturas, mas que estão sendo reconstruídas pela sua força de vontade e resiliência. Se mostrar inabalável não é sinônimo de força. O verdadeiro poder está na reação depois de uma queda dura, que nos deixa despedaçados e fracos. Dandara me fez sentir que, independente do que aconteça, ela pode levantar e reconstruir-se.
  Além disso, é uma pessoa muito criativa e curiosa, que está sempre buscando aprender coisas novas para aprimorar seu lado intelectual, mas também seu lado artístico. Portanto, além de escrever muito bem, aprecia uma boa leitura e provavelmente alguns filmes e séries no final de semana. Além, claro, de se provar uma grande artesã ao recolher os estilhaços de seu copo e reconstruí-lo. Acho que Dandara é discreta, meiga e que talvez não seja tão fácil de se lidar inicialmente, mas com o tempo mostra sua bondade e gentileza. Posso estar me equivocando nas minhas impressões, ainda é um mistério. Sem dúvida eu gostaria de conhecer a verdadeira personalidade por trás das palavras da grande Dandara dos Palmares.

 Desvendando Aria Masiul


Um nome como esse, tão significativo e sonoro, deve ter sido pensado com muito esmero para nomear uma persona que aprendeu a ser melodiosa por si só. Uma solista, alguém que se basta nessa vida, e ainda assim tem medo da solidão. Tem medo de perder o que acredita ter.

Moldada principalmente, entre inúmeros outros elementos, por um relacionamento complicado. Algo que parece ter resolvido de maneira saudável. Lendo seu primeiro texto achei a situação injusta (e acho ainda) mas percebo que é um elemento fundamental para sua evolução e você não seria a escritora que é hoje sem a superação desse trauma. Sua escrita é sempre muito bem construída, tanto em regra como em conteúdo, sem ser nem um pouco pretensiosa. Você passa a mensagem que precisa sem se preocupar em "lacrar", você simplesmente escreve porque precisa. E é aí que está a verdadeira arte.

Uma menina, garota, mulher idealista que acredita na conquista da felicidade, do amor, da verdadeira democracia. Escolheu o jornalismo porque acredita na democratização da informação como a melhor ferramenta para mudar vidas. E, vida por vida, quem sabe, mudar a realidade desigual do país. Me identifico profundamente porque eu também já fui assim. Eu também já fui idealista e apaixonado pela mudança. Será difícil mas espero que você nunca perca essa paixão. Espero também que ainda seja possível recuperar a minha. 


Não posso apontar com absoluta certeza (aliás, nada do que está aqui pode ser afirmado com 100% de certeza) mas acredito que o motivo para não ter publicado um texto sobre autossabotagem esteja presente no último: "Gosto de estar certa sempre e por isso admitir o erro é horrível". Mas existe uma grande vontade de reconhecer as próprias falhas para se reinventar. O processo será extremamente difícil mas acredito que você consiga pois outra característica que transparece em seus textos é a sua determinação. 

 É A GLORY MARY

Inicio este texto com certa cautela, afinal falar sobre o outro sempre é algo problemático, afinal corremos o risco de ser injustos e de fazermos um mau julgamento. Tenho receio em causar feridas, por isso esta leitura é recomendada para quem quer relaxar. Eu, a quarta parede, escrevo com sensibilidade e é por esta, que falarei sobre a Glória Maria. Discreta, de construções poéticas e metafóricas bem estruturadas, noto certa invisibilidade, me parece que há muito a dizer, todavia, tenho impressão de que as vezes não quer.

Ela é misteriosa.

Parece-me alguém que não se expõe, fecha-se em seu casulo, e dentro dele, não conseguimos vislumbrá-la. Ora nos deparamos com seus textos incríveis, ora não a vimos pela multidão. Pluf. Poderia até chamá-la de Noturno, vide a forma abrupta como some e volta. Vai e vem, oi e tchau, sim e não. Embora não haja constância na frequência de seus textos, há firmeza em suas palavras, suas costuras não permitem lacunas e ela as realiza com maestria. Estou traumatizada... Espelho d’água.

Sua poesia é ímpar, talvez pautada em suas vivências, ou quiçá apenas tenha sido abençoada pelos deuses, vindo agraciada com dons sobrenaturais, estes em que vogais e consoantes despertam emoções em quem tem o privilégio de ler. Glória Maria talvez se assemelhe a própria Glória Maria, apresentadora e jornalista, também discreta, mas potente em suas colocações, em sua história de vida profissional. Eu gostaria de saber mais sobre a Glória Maria da UFF, qual a razão de ter escolhido este pseudônimo, suas vivências, o que lhe aflige ou o que a emociona. Se é homem ou mulher, se mais ri do que chora, porque ora escreve e ora não.

Estas questões muito provavelmente nunca saberei, então a mim resta apreciar suas palavras tímidas e precisas, na expectativa de que este texto a convide a adentrar mais nesta casa. Como quando recebemos uma visita querida, a tratamos com afeto e com ela ceamos, eu te convido a ficar mais por aqui, arrumei a casa para que você se sentisse à vontade, fiz um bolo de milho quentinho, o café está passado, vem sem demora. Não gostaria de permanecer? Você pode sentir o cheiro no ar? Sinta, esse odor de café é para te remeter ao aconchego, pode vir, não se acanhe, eu quero te ouvir. 

 Um olhar sobre o Pedro Bial da depressão


Escrevo esta crônica na intenção de transmitir não só a “imagem” de uma persona, mas também todo o meu carinho por sua entrega em alguns textos. Mergulhei na sua escrita reflexiva, literária e, por vezes, um pouco intimista, em busca do espaço entre linhas a ser descoberto. Mesmo assim, ainda me encontro em um dilema: o que dizer sobre você? Será que consegui captar a sua essência? Afinal, quem é o Pedro Bial da depressão? Não posso afirmar, mas consigo discorrer sobre quem ele é perante meus olhos: acanhado em alguns momentos, mesmo com tanto a dizer… A timidez, grande obstáculo nos seus relacionamentos, também transparece em seus textos, assim como a objetividade ao escrever sobre certos temas. Ele é bem direto na maneira de se comunicar e reflete com maestria sobre a sociedade e seus desdobramentos, demonstrando ter consciência dos problemas do mundo a sua volta. 

Além disso, apesar das múltiplas experiências ruins e das marcas que carrega – feridas amorosas e dores de perdas – Pedro Bial da depressão ainda possui um olhar esperançoso sobre a vida.     

A vida, ávida, vivida… Você falou sobre o tempo e como a vida é passageira. Você sofre de ansiedade. Me arrisco a dizer que a sua ansiedade, em certos momentos, atrapalha um pouco as suas vivências. Por isso, o medo de escolher o amor errado, o medo de não dar certo na vida e o medo de se assumir permanecem. No fundo, também persiste aquela sensação de que sempre falta algo, mas você não sabe o porquê. No entanto, você continua lutando por dias melhores…