sexta-feira, 25 de novembro de 2022

A chama de luz na caverna

 Sabe Iris, só lendo o seu nome vejo muitas cores, mas não exatamente o arco-íris. Sendo sincera, não sei muito bem como colocar em palavras que façam algum sentido. Mas eu vejo uma forte chama de luz com bastante determinação, mas que, por algum motivo, ainda não encontrou a saída da caverna totalmente. Os seus textos me passam a sensação de que você tem muita perseverança guardada aí dentro de si, ideias lutando dia após dia, ansiando em sair vitoriosas de uma batalha interna consigo mesma que chega até arranhar a garganta.


     De certa forma, eu me enxergo um pouco em você também. Demais, para falar a verdade. No meu caso, reconheci recentemente que sou uma pessoa que até gosta de conhecer pessoas novas, na mesma intensidade em que também tenho dificuldade de puxar assunto com elas à primeira vista. Meu primeiro dia de aula, por exemplo, acabou sendo uma dor de cabeça, eu só pensava "Se eu não tiver coragem de falar com ninguém, vou acabar ficando sozinha" e tive que agir. Olhando para trás foi meio estranho, mas acho que hoje teria me arrependido amargamente se não tivesse o feito.

     Enquanto eu escrevo esse texto, acabei percebendo outra coisa. Iris é o nome dado a uma flor. E agora eu não consigo desassociar o roxo de sua pessoa. O que ele representa? Não sei exatamente, mas me ensinaram desde cedo que ele é a combinação do vermelho com o azul. Bom, agora provavelmente eu já esteja viajando muito. De qualquer forma, acredito que você seja uma pessoa que tem muito ao que mostrar, então, de verdade, se permita em não esconder sua voz. Tenha certeza que ela é valiosa e guarda coisas que muitos gostariam de ouvir, do mesmo jeito em que a Iris tem as suas pétalas roxas para mostrar ao mundo. A sociedade consegue ser muito cruel às vezes, mas precisamos continuar tentando.

                         Mais uma vez,

                                              Beca Rodrigues.

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