quarta-feira, 3 de abril de 2019

Refém da própria mente

“Ele não é nada sem mim”. 
Lu sabe que seu relacionamento não é saudável. Só ela sabe todo estresse que passou e os sapos que teve que engolir para manter-se casada. Ela sabe que foram as situações vividas junto a Marcelo que acarretaram em sua arritmia cardíaca. Mas suas ações expressam o contrário. De sua boca saem palavras carinhosas. Ela luta contra seus filhos e família para manter esse relacionamento. Mas por quê?  
“Sou eu quem o dá trabalho, casa, comida... 
A mente de Lu é doente. É uma mente sem autoestima, que não sabe viver sozinha. Uma mente que projeta em Marcelo sua única razão de viver. Filhos e netos? Sim, Lu os têm, e ela sabe que esses são seus reais motivos de viver. Mas sua mente é uma jaula que a mantém presa a Marcelo. 
“Sou eu quem o ajuda com seu vício em cocaína”.  
Por causa de Marcelo, Lu já perdeu inúmeras casas, mudou-se de cidade, afastou-se de sua família, que não aguenta mais seu marido, teve que se reconstruir profissionalmente e, mesmo com quase 40 anos de trabalho, não construiu nenhum patrimônio. 
“Sem mim ele seria morador de rua” 
Sua cabeça diz: deixe-o. Mas sua boca o chama de amor. 
Jussara Sri Lanka

3 comentários:

  1. Texto que aborda tema muito importante. Cuidado com repetição de pronomes. "Ela" pode ser omitido em algumas ocasiões no primeiro parágrafo. Algo que poderia ser ressaltado é tomar cuidado para não haver romanização dos relacionamentos abusivos, que não foi o caso do seu texto, mas sempre bom falar kkkkk

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  2. Achei a leitura muito leve, boa e importante. A frase final se encaixou perfeitamente. Só irei ressaltar o mesmo que a Capitu Oblíqua, poderia ter omitido os pronomes em alguns casos. Bom trabalho! Abraços!

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