sexta-feira, 15 de junho de 2018

Quando as estrelas vêm pela manhã

Era uma quarta feira fria, acordamos com a chuva despencando no telhado e com o ótimo barulho que esse contato produzia. Estávamos deitados um de frente para o outro e eu tinha sentido a noite toda a respiração dele. Como era bom saber que seus pulmões se contraiam enquanto o seu coração bombeava o fôlego necessário para sua vida. Eu amava a ideia de ser um dos motivos por ele bater mais rápido e feliz e, ao mesmo tempo, amava quando o sentia calmo por estar perto de mim. Então, ele abriu os olhos, me deu um beijo de bom dia e disse que seria um ótimo dia para aproveitarmos na cama, e sorriu com malícia.

Ele me olhava com desejo, sempre foi assim, olhava no fundo dos meus olhos e sorria, mas tinha diferentes tipos de sorrisos, e aquele dizia aos meus lábios que queria o beijar intensamente, entrelaçar línguas e depois descer para cada parte de mim.

O embalo do som da chuva propiciou minha estadia na cama e os olhos dele me ganharam por inteira, então, meu coração começou a bater mais rápido, como se dissesse para eu responder "sim" àquela investida, porque queria muito amá-lo de novo, como se fosse a primeira vez.

Subi no colo dele enquanto ele se ajeitava para ficar de frente para mim e sorri com a mesma malícia. Estávamos conectados agora. Meu corpo já começava reagir, ele me deixava excitada só de me olhar e eu sentia sua manifestação enquanto rebolava em seu colo.

Então me puxou pelo cabelo com uma pegada monstruosamente incrível. Ele sabia me dominar e sabia que eu adorava ser dominada por ele. Que mãos! A sincronia dele era ótima, beijava meu pescoço enquanto tirava a minha blusa porque ele já tinha calculado que o próximo resultado seria se afogar em meus seios. E assim o fez, deixando-os completamente aflorados e potentes.

Quando ele percebeu que meu corpo já estava todo enrijecido de tesão, passou a língua com delicadeza em meus seios e fez questão de deixar uma marquinha para eu lembrar da nossa manhã chuvosa de amor.

Depois foi minha vez. Beijei seu pescoço enquanto tirava sua cueca, olhei para ele e vi o quanto ele queria que eu o saboreasse todo. Então eu o fiz, comecei com delicadeza e ia aumentando a velocidade a cada gemido que ele dava, queria atiçá-lo e queria que ele me pedisse mais, para não parar e ficar ali para sempre. Então, enquanto eu o acariciava com os lábios, ele murmurou o quanto eu era maravilhosa e o quanto ele queria explodir em mim.

Mas, eu fui malvada e egoísta. Parei e pedi para que agora ele sentisse o meu gosto. E assim o fez sem reclamar, pois gostava mais disso do que eu mesma. A língua dele se mexia na frequência certa e no lugar certo, aí passei a lembrar das aulas de física que ele me explicou e entendi que as ondas eletromagnéticas dos nossos corpos estavam produzindo energia.

E essa energia aumentava a cada movimento produzido, eu sorria enquanto gemia e só conseguia pensar no quanto aquele homem era incrível, já ele olhava de baixo para o meu rosto e me excitava mais, ele queria ser o motivo do meu orgasmo. E foi.

Meu gemido estrondava nosso quarto, fiquei em êxtase, fiquei mole e só queria que aqueles cinco segundos durassem cinco horas. Não tinha forças para emitir palavras, e ele sabia disso, então nos beijamos calorosamente, mais uma vez. Ele me olhava com satisfação, tinha orgulho do seu ato e mais orgulho por me fazer ir conhecer as estrelas sem sair da nossa cama.

Agora eu tinha que recompensá-lo, precisa fazê-lo explodir assim como eu, ou até mais, até porque eu também queria ter orgulho de mim. Então voltamos a posição inicial. Montei nele e comecei a cavalgá-lo delicadamente. Nos olhávamos penetrados, em todos os sentidos da palavra. Mas, eu queria que ele deleitasse para mim e em mim. Aumentei a velocidade e ele fechou os olhos. Queria pegar em meus seios, mas só conseguia sussurrar "eu te amo" milhares de vezes seguidas. Então, no último murmúrio, ele chegou ao ápice e conseguiu ver as estrelas como eu. Sorri feliz por tê-las contemplado comigo.

Depois de termos visto constelações, deitamos um de frente para o outro, como estávamos quando acordados pela chuva, e nos beijamos com paixão. O som da chuva ainda tocava e ele acariciava meu rosto como se ainda estivesse contemplando as estrelas. Fizemos amor naquela quarta feira chuvosa, ao som dos pingos caindo no telhado, e ainda nos derramamos por inteiro um no outro, por amar.

Por Emma Alfie.

2 comentários:

  1. Socorro, what a pornozada... Adorei demais, bem escrito e fiquei presa na leitura.

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  2. SO COR RO, O QUE FOI ISSO, BRASIL? EU AMEI! A DESCRIÇÃO FICOU ÓTIMAAA! Bem ousada e ao mesmo tempo romântica... eu amei! <3

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