quinta-feira, 2 de maio de 2019

Paixão

A porta do quarto estava fechada. Uma tentativa falha para que os pais do garoto não escutassem o casal dentro do quarto. Sorte que eram liberais, já que os dela nunca deixariam que eles ficassem sozinhos dentro de um cômodo, ainda mais trancados. A senhora de não muito mais que 40 anos riu sozinha. O que não daria para ter aquela idade e paixão outra vez.

Do lado de dentro o clima era outro. A química e intimidade daqueles dois era inegável. Rodrigo e Manuela estavam juntos há menos de quatro meses, a época de lua de mel da relação ainda rolava. Certamente que a meia luz da lua passando pelas cortinas do quarto ajudava.

Rodrigo era apaixonado, olhava para ela com um carinho e admiração palpável. O peso dele a pressionava na cama e suas mãos certeiras faziam a garota se contorcer. Bochechas rubras e testa suada. Olhos cerrados e cabelos esparramados pelo travesseiro, embolando-se. A boca entreaberta da menina que, vez ou outra emitiam sons quase desesperados mostravam a necessidade para que aquilo finalmente chegasse ao fim, onde queria, o ápice de sensações tão perto.

Para o garoto, a namorada poderia ser facilmente ser comparada a uma obra de arte naquele momento.

Manu arqueou as costas em busca de libertação, os seios apontados na direção do namorado, que se deliciou com a visão. Os olhos lacrimejaram quando sentiu os toques dele ficando ainda mais superficiais e suaves, em uma tortura infinita. Que inferno, por que ele não queria deixa-la ser feliz logo? Ela não estava para brincadeiras. A respiração acelerada fazia faltar ar, entretanto, a adrenalina mantinha a fadiga longe.

Todo seu corpo estava molhado, perdia-se entre os lençóis em uma dança ritmada, o móvel mexia e fazia barulho. Um riso não concretizado morreu na garganta dela quando, em um lapso de sanidade, percebeu certo receio vindo do parceiro em quebrar a cama. Seus pais o comeriam no esporro, com certeza.

E então, em um grito mais alto dela, ele parou. Olhou para a cena satisfeito consigo e com um sorriso ladino. Jogou-se ao lado da garota observando o peito subir e descer, acelerado, ainda normalizando a respiração. O rosto muito vermelho e os cabelos grudados.

– Faz isso... – Manuela tentou formular algo, a mente voltando devagar a funcionar. – Faz isso de novo e eu te mato – Rodrigo gargalhou.

– Não gostou? Parecia estar se divertindo tanto. Estava rindo muito, ué. – A companheira o olhou emburrada. – Sorte a minha você ser tão sensível e odiar cócegas. Sabe que isso foi a punição por ter desligado meu computador diretamente na tomada, né? – Manu sorriu, irônica.

– Espero que saiba que a sua punição vai ser bem pior.

– Aaah, não faz assim. – Fez manha. – Pronta para o round 2? – Perguntou cheio de segundas intenções enquanto puxava-a pela cintura para perto dele.

Agora vai.
Capitu Oblíqua

4 comentários:

  1. QUE TES...
    TEXTÃO DA PORRA!

    Nem sei se eu entendi direito ou se só achei que entendi, mas se eu entendi...QUE TROLLADA BONITA, e eu caí direitinho kkkk
    Já disse que sou sua fã? Sempre amo seus textos <3
    ME DÁ UM AUTÓGRAFO

    ~ eu entendi duas coisas diferentes e agora tô na dúvida pra saber qual realmente era sua intenção. Talvez isso sirva como crítica e devesse ter ficado mais caro, mas talvez seja só o ápice da minha estupidez, então fica no ar kkkk ~

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    1. Aaaaah, obrigadaaaa linda!
      Fiquei curiosa e também com um pouco de medo. Quais eram as opções que vc achou? Kkk

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  2. Oi, Capitu. Só percebi um errinho no texto, você esqueceu de acentuar o "deixa-la". Abraços!

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