quinta-feira, 22 de julho de 2021

Uma doce primeira lembrança

Sabe como é, quando você precisa se apegar às lembranças.

Sabe como é, só ter as lembranças para se apegar.

Hoje, pensando no passado, nas memórias mais longínquas, pude perceber como dói,

como dói, olhar o presente e só ter as lembranças.

Olhar o presente e saber que aquela lembrança do passado, da infância, é a primeira que

me recordo e que nela esteja a pessoa que não está mais aqui.

Como dói, lembrar da cena em que aos 4 anos de idade, ao passear com meu pai,

atravessando uma ponte, segurava com a mão esquerda um balão vermelho (que ele tinha

me dado) e na direita segurava a mão dele. Nessa época meus pais viajaram do Rio de

Janeiro com todos os 4 filhos para visitar uns parentes em São Paulo (minha cidade natal).

Não consigo entender, porque logo essa cena ficou marcada na minha cabeça. Por

mais que seja tão simples, tem um significado sem igual.

Hoje sem meu pai (falecido há 14 anos), fico só com as lembranças lindas que tivemos

juntos, e especialmente com essa doce primeira lembrança.


Dy Jornal


4 comentários:

  1. Dy Jornal é muito difícil mesmo, quando a lembrança não está mais aqui. Mas pelo menos ela está eternizada com você e vai poder visita-la sempre que quiser <3

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    1. Isso que me conforta. Guardar memorias do meu pai é deixa-lo vivo de algum jeito.

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  2. Apesar de simples, o seu texto foi muito bonito e eu me comovi muito com a sua situação! Independente de quanto tempo tenha passado, o sentimento de perda é muito difícil de lidar. Então, eu te desejo força. E eu estou aqui caso queira conversar com alguém, abraço!

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    1. Dizem que com o tempo não dói mais, porém é uma inverdade, já que vc fica o tempo todo dizendo: "- ai se fulano estivesse vivo estaria fazendo isso agora."

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